50 tons de rosés

A quantidade de apaixonados por rosé só vem aumentando. Os mais recentes relatórios da Nielsen americana revelam incríveis 52% de aumento no consumo de rosés em 2017 nos Estados Unidos. E o vinho que até alguns anos era visto como barato e “docinho”, hoje vem ganhando respeito dos consumidores e dos críticos. Claro, o marketing ajuda. E o rosé parece que nasceu para criar hashtags cheias de bossa, como “#lavieenrosé" ou “roséallday"...

E o fenômeno nem está mais atrelado aos dias quentes de verão. Segundo o instituto de pesquisas, a alta no consumo é cada vez menos sazonal. O vinho seria o favorito dos millenials, embora os babyboomers também curtam um rosé.

Mas quão rosé deve ser um rosé? A pergunta já nem é tão difícil de responder. Um estudo da Washington State University acaba de revelar que você pode se apaixonar por mais de 50 tons de rosé!

O coordenador do estudo e especialista em viticultura e enologia, Jim Harbertson, explica que, ao contrário de outros tipos de vinho, no caso dos rosés, a cor tem impacto maior na percepção do consumidor do que o aroma e o paladar. Diferentes tipos de uva darão origem a vinhos totalmente diferentes, mas a paixão, neste caso, nasce... da cor. Um curioso fenômeno que faz os consumidores de rosés serem eternos buscadores do tom “perfeito” de rosa.  

Um rosé claro, no entanto, é percebido como um vinho menos encorpado e um rosé mais escuro, ao contrário, é percebido como um vinho mais encorpado, diz Harbertson. Ou seja, apensar dos Pinots Noirs rosés em geral ostentarem tons mais intensos de rosa do que os vinhos da Provence, por exemplo, na prateleira, o apaixonado vai olhar mais a cor do que o tipo de uva!!!

Os ‘tons mais atraentes’ de rosé, no entanto, não são nada fáceis de obter.

O que torna um rosé, rosé, é o contato das uvas tintas com seu suco por um tempo curto, tipicamente de 2 a 48 horas, até que elas fiquem no tom desejado. Mas como tudo no mundo do vinho, o desafio está longe de acabar aí. Este rosa perfeito clareia durante a fermentação e escurece quando o vinho é engarrafado.

“Perde-se cerca de 60 a 70 porcento da cor inicial, dependendo da cor que o produtor adotou no início do processo”, avisa o pesquisador da WSU.

O estudo justamente revela que o fator crucial na determinação do perfeito tom de rosa, além do grau de amadurecimento da uva, é o dióxido de enxofre e capricharam nas instruções para ajudar os produtores a conseguirem prever o tom que vão obter no final do processo.

Porque a conclusão final dos especialistas é: os rosés podem ser fáceis de beber, mas são caprichosos e difíceis na hora de produzir!

 

Venha experimentar nossos rosés e se apaixonar:

Le Ja Ja de Jau Rosé 2014

Duas Árvores Botas Rosé 2016

 

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