A arte da harmonização: aventuras com as ostras

#deumatch ou aventuras na harmonização

A primeira criatura a ousar comer uma ostra devia estar desesperada de fome. Incrível a ideia de abrir aquelas conchas rugosas. Mais supreendente, ainda, sorver o líquido e a gelatina delicada que, na verdade, é o corpo da outra criatura viva que mora lá dentro. Sim, ostras in natura são consumidas vivas (ou quase). Uma iguaria.

O lendário gourmet Apícius, talvez o primeiro cronista de gastronomia da história, que viveu em algum momento do século 1, no livro que lhe é atribuído, De Re Coquinaria, ou Arte Culinária, ensina a fazer um molho de ostras com pimenta, gema de ovo, vinagre, liquamen (molho de peixe romano), azeite e vinho. Tão importantes eram as ostras para os romanos que viviam à beira mar que o historiador Plínio, o Velho, afimar que elas foram dos primeiros animais do mar a serem cultivadas em lagos artificiais cheios de água fresca e sal. 

Gostou da historinha? Pois é, ostras…e a melhor época de saborear não é no alto verão, sinto decepcionar você. É agora, entre o final do inverno e o começo da primavera que as ostras estão mais suculentas. 

Agora, atenção, ostras precisam ser absolutamente frescas. E o risco de comer ostras e contrair doenças é real. Não temos essa tradição de checar a procedência daquilo que comemos, de valorizar os produtores, mas neste caso, é essencial. Minha recomendação? As ostras do Amadeus, cultivadas por eles mesmos, em Florianópolis. Uma operação supercuidadosa! E o delivery é impecável!


Quanto aos vinhos para harmonizar, eu iria com um um Chablis, pelo frescor e pela mineralidade que a gente associa com a própria ostra e com os frutos do mar em geral. Um Riesling também traria essa mineralidade e acrescentaria complexidade à experiência. Nessa linha, vale um Jerez, exótico, não? Mas também anda do lado da mineralidade, nada de flores e de frutas aqui. E, finalmente, podemos escolher um Muscadet, pela salinidade. Estamos quase no mar. Claro, estou aqui viajando e imaginando ostras do meu jeito favorito ou seja cruas, sem nenhum adorno. Com esses vinhos, até daria para dispensar aquela gotinha de limão.

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A arte da harmonização
INFOGRÁFICO: os tipos de vinhos e as comidas com as quais eles combinam

 

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