Como saber se o vinho no copo é um bom Pinot Noir?

Você lembra do filme Sideways, de 2004, com Paul Giamatti? Pois dizem que ele foi o responsável pelo boom da uva Pinot Noir não apenas nos EUA, mas um pouco por toda parte.

O interesse pelos vinhos produzidos com a uva não se restringe ao Velho Mundo, pelo contrário, as pesquisas mostram que o desejo dos consumidores é mais amplo do que as fronteiras da Borgonha, onde a uva nasceu, segundo consta há uns 2000 mil anos!

Nos EUA, o consumo de Pinots não para de crescer, hoje já é a terceira uva mais cultivada, depois da Cabernet Sauvignon e da Chardonnay.

Não vamos aqui reprisar a cena mais famosa do filme, na qual o personagem de Paul Giamatti explica porque Pinot Noir é um vinho diferente de todos os outros. (inserimos o vídeo do You Tube com a cena do filme lá embaixo, para você se deliciar!)

Apesar dos Pinots ainda serem vistos com certo romantismo, hoje existem bons e maus Pinots no mercado, como existem bons e maus vinhos de qualquer outra uva.

Por isso, mais do que nunca, vale a pena perguntar: como você sabe se está tomando um bom Pinot Noir?

Pinot Noir é uma uva ímpar, delicada. Difícil de cultivar e de vinificar. A pele fina a deixa desprotegida e vulnerável, os poucos taninos exigem precisão absoluta para equilibrar o vinho. Além disso, é muitíssimo sensível ao terroir: dependendo da localização, o vinho terá características absolutamente singulares, mesmo que no fundo sempre possa ser reconhecido como um “pinot”.

E aí entram as colinas da Borgonha. O terroir abençoado das Pinots Noirs. Ou seja, prá começar nossa conversa, preciso confessar para você que nada se compara a um Pinot Noir da Borgonha!

Apesar disso, em muitos lugares do mundo a uva vem alcançando expressões de altíssima qualidade, peculiares, raras, em geral, caras...o Oregon, nos Estados Unidos, é um destes lugares onde pequenos produtores vem criando grandes vinhos cheios de personalidade. A Nova Zelândia idem, consegue produzir vinhos que não tentam imitar os borgonhas, mas buscam expressar alguma coisa única: o jeito neozelandês de fazer pinots.

Aqui no Novo Mundo, o cultivo da Pinot Noir também está crescendo. Chile e Argentina vem desenvolvendo vinhos a partir de vinhas novas e dando novas interpretações para a uva. Até o Brasil vem experimentando nesta linha. O Serena, de Maurício Ribeiro, é um exemplo deste esforço dos produtores brasileiros de encontrar novas formas de expressão para a mais caprichosa das uvas!

Além da região, para tomar um bom Pinot Noir você deve prestar atenção nas seguintes características:

Um Pinot Noir é um vinho de corpo leve, no máximo, médio. Portanto, se o vinho no seu copo for muito encorpado, não é um bom Pinot Noir! Simples!

Além de leve, ele deve ser delicado, elegante. Vinhos que costumo chamar de “bombados”, muito concentrados, com muita madeira, muito álcool, muita extração, também estão longe do perfil ideal.

Por ser assim leve, um Pinot Noir não é um tinto concentrado, escuro e profundo. Sua cor varia em torno de tons de vermelho-rubi mais ou menos intensos.

Não espere uma explosão de aromas e sabores, como acontece quando você prova um Cabernet Sauvignon por exemplo. Um Pinot Noir nunca é óbvio, você abre a garrafa e não é inundado por aromas. Não se engane com essa discrição, não tem nada a ver com timidez, aos poucos, você vai sendo seduzido, e, sem perceber, está totalmente mergulhado nele... ah, e nunca, nunca, enjoa!

 

Quer ler mais sobre Pinot Noir?
Conheça a vinícola Rippon que produz grandes Pinots Noirs na Nova Zelândia
Conheça melhor a Pinot Noir, a uva preferida da Borgonha

 

Venha conhecer a seleção de vinhos Pinot Noir da adega da RBGVinhos:

Da Borgonha

Domaine de Rochebin Vieilles Vignes 2014

Domaine François Raquillet Bourgogne Pinot Noir 2014

Do Vale do Loire

Domaine Vacheron Sancerre Rouge 2014

Da Nova Zelândia

Rippon Pinot Noir 2013

Da Argentina

Salentein Pinot Noir 2013

Portillo Pinot Noir 2014

Do Chile

Falernia Pinot Noir 2015

Quer relembrar da cena do filme Sideways em que Miles responde à pergunta “Por que você é tão apaixonado por Pinot Noir?”

 

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