Descobrindo Montepulciano, por Isabella Gerevini

Julho de 2017, minha primeira grande viagem. Aos meus quase 24 anos, eu estava numa espécie de mochilão - um pouco menos rústico - pelo velho continente. Meu objetivo era visitar alguns países belíssimos, como França, Holanda e Espanha, mas confesso que eu estava um pouco mais ansiosa pela Itália, especificamente, pela Toscana.

Era uma quinta-feira com cara de domingo quando eu e meu amigo alugamos um carro - devo contar que era aquele cômico Smart, com apenas dois lugares - e resolvemos pegar a estrada. Não tínhamos um destino, queríamos ver aquelas paisagens cinematográficas de campos de girassóis, castelos medievais e muitos pinheiros. Andamos cerca de 100km, saindo de Florença, em direção aos tais campos de girassóis, ao som de clássicos italianos, como Andrea Bocelli e Pavarotti. Lá pelas tantas, começamos a perceber que os campos não estavam floridos, mas, sim "frutados": quilômetros e quilômetros de vinhedos, com propriedades dignas de cinema ao fundo. Esquecemos os girassóis. E mergulhamos na paisagem e nos vinhos. Direto para a encantadora Montepulciano.

A cidade por si só é belíssima, não à toa, serviu de cenário para inúmeros filmes. Quem não lembra das paisagens de Sob o Sol da Toscana? Mas o que nos encantou mesmo estava bem na entrada da cidade, em frente ao Templo di San Biagio: uma enoteca, toda florida do lado de fora e com vários objetos de arte pendurados nas paredes de pedra. Uma mesa de aperitivos repleta de queijos, salamis e do mel de tartufo típico da região acolhia os visitantes. Do outro lado do cômodo, um imenso balcão com diversas garrafas e taças dos mais variados vinhos toscanos.

"Venham, provem um queijo com este vinho!" foi a primeira coisa que escutamos ao entrar na enoteca. O convite veio de um senhor muito simpático, que nos atendeu junto com a esposa. O queijo era produzido lá mesmo -- me desculpem, mas eu não consegui entender o nome em italiano e não havia nada escrito na embalagem - e harmonizava perfeitamente com o aromático tinto de Montepulciano, produzido a partir da uva Sangiovese, a favorita da Toscana.

Em inglês, ele contou que tudo que estava ali na enoteca era produção deles, até os quadros nas paredes. A família, Pulcino, é dona de uma das maiores propriedades da Toscana, onde produzem vinhos segundo técnicas biodinâmicas. Além das generosas doses de vinhos e da fartura da mesa de degustação, a vinícola oferece hospedagem, o restaurante e visitas guiadas-- não perca, tem até uma tumba etrusca no meio das caves. Isso tudo no meio de mais de 300 hectares só de vinhedos.

Lembrei das conversas que tive com Ricardo Bohn Gonçalves antes de tirar minhas férias: "Fique de olho nos italianos!" (ele se referia aos vinhos!) "A Itália é o paraíso para quem quer começar a entender de vinhos". E foi isso que eu fiz. Os italianos são generosos, querem que você experimente tudo que produzem. E tomar vinho não é uma coisa elitista. Ao contrário, depois de degustar aquele Pulcino de sabor intenso, delicado, bem aveludado, provávamos os "vinhos da casa" das trattorias com o mesmo entusiasmo: alguns ácidos demais, outros bem equilibrados. Simples e diversos. Em vez de tentar decidir e escolher, eu apenas me deixava surpreender. 

Ah, a Toscana... um lugar de descobertas! Montepulciano, ainda que seja uma cidade bem pequena, é de extrema importância para a região, junto com Siena e San Giminianno. Pois é, procurar girassóis me levou aos vinhedos que me levaram ao mundo encantado dos vinhos da Toscana! Muito mais do que eu podia imaginar !

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