O Vêneto, a terra do Valpolicella, do Soave, do Prosecco e …de Veneza!

Vai viajar para Veneza? Traga uns vinhos de lá!

Veneza, com seus canais e sua inconfundível combinação de romantismo barroco, exotismo e luxo, não parece caber nos cenários que a gente costuma associar ao mundo dos vinhos: châteaux e vilarejos no alto das colinas cercados de vinhedos cuidadosamente arranjados.

No entanto, Veneza é a capital de Vêneto (as duas palavras têm a mesma origem, certo?) e Vêneto não apenas é a oitava maior região da Itália como é uma das mais prósperas. Culpa do turismo? Sim (sabia que Verona, a cidade dos apaixonados Romeu e Julieta ficam em Veneto?) e também da indústria da moda (de lá são as marcas, Benetton, Bottega Veneta, Diesel, por exemplo), mas isso não explica tudo. De onde você diria que vem os Proseccos? Pois é, as borbulhas mais populares do planeta nasceram bem aqui, nessa região da Itália que os italianos chamam apenas de “nordeste”.

Do ponto de vista dos vinhos, os Proseccos são só a ponta do iceberg da produção vinícola de Vêneto. Nos 18.391 km2 que a região ocupa do território italiano, existe espaço para 23 DOCs e 14 DOCGs. Quer saber? Vêneto é a região que produz mais vinhos da Itália! Um tremendo sucesso!

Os tintos de Vêneto chamam a atenção. Ao redor de Verona ficam os 25 quilômetros que compreendem a região de Valpolicella, dividida em quatro DOCs: Valpolicella DOC, Valpolicella Ripasso DOCG, Amarone della Valpolicella DOCG e Recioto della Valpolicella DOCG. Os Valpolicellas, são tintos frutados, blends de Corvina, Rondinella e Molinara, as uvas típicas da região, e grandes rivais dos Chiantis da Toscana em termos de volume e de popularidade.  Os Amarones são mais intensos e estruturados. Os Reciotos são delicados vinhos de sobremesa. Fique de olho neles.

Guarde lugar na bagagem para pelo menos uma garrafa de Soave, um branco fresco, adstringente, com aroma ligeiramente cítrico, e que, assim como os Valpolicellas, sofreu e vem sofrendo com o excesso de popularidade na metade do século 20. A qualidade comprometida pela quantidade, e os produtores tiveram que colocar o pé no freio na produção para rever as políticas e valorizar seus vinhos.  Originalmente o Soave era um blend de Garganega com Chardonnay e Trebbiano di Soave entre muitas outras uva. Hoje as regras das DOCs exigem que o vinho contenha 70% da Garganega. E os produtores têm explorado o potencial da uva com alguns belos vinhos como resultado. Procure no rótulo pelas marcas Soave Classico DOC e Soave Superiore DOCG para não errar.

Ao sul do Lago de Garda, você encontra os tintos leves conhecidos como Bardolinos. Blend das uvas Corvina e Rondinella, com pequenas quantidades de Molinara, Barbera, Sangiovese, Marzemino, Merlot e Cabernet Sauvignon, os Bardolinos já foram comparados com os Beaujolais franceses. De cor vermelha brilhante, são leves, fáceis, elegantes. Existe um Bardolino Superiore DOCG, mais robusto e intenso. Para tomar à beira do lago num dia de sol!

E se você tomar o rumo leste, até o rio Piave, vai chegar em Conegliano Valdobbiadene, uma pequena região a 50 quilômetros de Veneza e a 100 quilômetros das montanhas das Dolomitas, pré-Alpes, como se diz. Ou seja, você vai estar entre o mar e a montanha. E se você for um notável observador, vai se dar conta de que as colinas são plantadas com vinhedos, se der sorte, carregados da uva Glera, conhecida como...Prosecco. Aqui se produz vinhos espumantes há séculos. Graças ao cultivo das vinhas e à produção de vinhos, a paisagem é tão singular que pode ser incluída entre os Patrimônios Culturais da Humanidade da UNESCO.

A região só se beneficiou com a tecnologia e as novas formas de produção, seus Proseccos andam ficando cada vez mais refinados e complexos, as borbulhas mais persistentes, os aromas mais presentes, e o que era o “primo pobre do Champanhe” ganhou até uma DOCG para garantir que o conteúdo da garrafa merece ser saboreado sozinho, em vez de funcionar apenas um ingrediente do Bellini, talvez o mais famoso coquetel da Itália, criado ali pertinho, em Veneza, por Giuseppe Cipriani, fundador do Harry’s Bar. Você sabe, aquele que todo mundo diz que é o favorito de George Clooney!

Entender os vinhos em qualquer região da Itália é para grandes experts tamanha a quantidade de uvas, denominações, regiões e sub-regiões produtoras. Vêneto não é diferente. É um lugar onde a experimentação e o talento dos produtores vem sendo posts à prova e ganhando reconhecimento no mercado internacional. Sim, porque internamente, ninguém tem dúvidas: qualquer hora é hora de abrir um Valpolicello ou um Soave ou brindar com Prosecco! O viajante curioso só tem a ganhar!

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