O que você vai beber em 2019?

Desde o final do ano passado, tendências para 2019 são a pauta favorita das publicações especializadas. Mais análise e muito menos adivinhação ou exercício de futurologia do que parecem, essas reflexões são boas oportunidades para se conhecer o mercado, fazer escolhas melhores e mais conscientes, aproveitar ao máximo as oportunidades de compra. 

Pensando nisso, reunimos aqui algumas ideias para inspirar você. No final do ano, voltamos a conversar sobre elas, que tal?

Preste atenção nos vinhos veganos. Há algum tempo estamos falando de vinhos mais naturais. Aqui no Brasil a gente ainda não está sequer no topo desta curva. Lá fora, ao contrário, esse tipo de vinho nem pode ser considerado mais uma tendência e já vem surgindo uma outra onda relacionada: os vinhos veganos, ou seja, produzidos sem os aditivos de origem animal e que são amplamente utilizados no processo de vinificação. A pressão para novos rótulos com essas características vem do mercado, afinal, mais e mais pessoas vem adotando alguma forma de restrição à carne ou apenas valorizando mais tudo que não tem origem animal. Junto com os vinhos orgânicos e os biodinâmicos e naturais, os vinhos veganos prometem animar muitas das discussões deste ano no mundo do vinho.

Existem grandes chances de que sua próxima viagem inclua algum roteiro de enoturismo. Essa é outra aposta fácil para 2019. Comer (beber e todos os cenários que acompanham essa experiência, de restaurantes a belas vinícolas!) já é uma das principais motivações para viajar, segundo dados da Organização Mundial de Turismo (OMT). No entanto, mesmo na Europa esse tipo de turismo ainda tem muito que crescer para atender à demanda dos usuários. A tendência foi apontada pela revista Decanter que menciona o crescimento do investimento em hoteis, resorts, parques e vinícolas orientadas para o turismo e cita como bons exemplos a Cité du Vin, em Bordeaux, que puxou a fila, e a fabulosa vinícola Arenberg, uma construção gigantesca inspirada no cubo de Rubik (o nosso cubo mágico), que está mexendo com as fantasias dos turistas que chegam ao McLaren Vale, no sul da Austrália.  Mas é preciso torcer para que as incertezas econômicas e políticas não tirem o entusiasmo dos viajantes do planeta que buscam boa comida, bons vinhos e belas paisagens! 

Relógios inteligentes e smartphones vão poder sincronizar apps cada vez mais sofisticados e que vão ajudar você não apenas a lembrar dos vinhos que tomou, mas também a fazer harmonizações absolutamente “matadoras”! Achou sem graça? Ok, que tal aprender a pronunciar com a maior desenvoltura os nomes escritos nos rótulos?  Gostou? A revista Decanter menciona também um sommelier robô que vai analisar seu DNA e sugerir o vinho ideal para harmonizar com sua sequência genética, mas, cá prá nós, quem quer isso se boa parte do prazer de tomar vinho vem justamente de experimentar vinho?

Comprar vinho sem sair de casa. A tecnologia vai tornar ainda mais fáceis as compras online e mais rápidas e eficientes as entregas. Pesquisas revelam que os consumidores estão cada vez mais à vontade com o meio digital. Obter todas as informações possíveis sobre o vinho que você quer comprar também vai ser mais simples: imagine apontar seu smartphone para o rótulo da garrafa e ter acesso a um super rótulo, completíssimo, com toda a descrição e reviews sobre o vinho, graças a apps de realidade aumentada? É só aguardar que já já chegam. 

E o que vamos beber afinal? Tintos mais leves seria uma primeira aposta. Começando pelos Cabernets Francs que vem sendo produzidos no Chile, na Argentina, na África do Sul, California e no Canadá. 

Os vinhos do Uruguai foram boas surpresas no ano passado, segundo o relatório da inglesa Bibendum, um dos maiores distribuidores de bebidas do mundo. Apareceram em mais de 30% das listas de vinhos tops. Além da tradicionalíssima uva Tannat, a sugestão é experimentar os brancos produzidos com Albariño. 

Aliás, valorizar uvas nativas é uma tendência que vem se consolidando, e no mundo todo.  Em 2019 você com certeza vai experimentar (e gostar) dos vinhos chilenos produzidos com a uva Pais e dos argentinos produzidos com Bonarda. Nero d’Avola, Aglianico, Fiano, Montelpulciano, Nero d’Avola e Garganega na Itália também estão na nossa lista de “vale muito a pena experimentar”.  

Os especialistas estão calculando que as vendas de espumantes aumentaram 29% em 2018, em relação ao mesmo período de 2017.  As bolhas são os grandes favoritos dos brindes! Os brasileiros estão surfando nessa onda, junto com Nova Zelândia, Chile e Austrália. Cavas espanholas e os Crémant da Borgonha aparecem como alternativas e em 2019 já não vai dar para você dizer que nunca ouviu falar em pet-nats. Os espumantes naturais apelidados dessa forma, pet-nat, com suas garrafas fechadas por tampas como as de cerveja, já estão no mercado há alguns anos. Mas andam tomando corpo na preferência dos jovens, sobretudo. São vinhos produzidos segundo uma versão simplificada e ainda mais antiga do método tradicional, absolutamente sem aditivos. O resultado são espumantes rústicos, menos ‘efervescentes’, com menor teor alcoólico e mais leves. Apesar de fáceis de beber é difícil manter a qualidade, mesmo de uma garrafa para outra do mesmo produtor, da mesma safra. Os americanos do Oregon estão apostando bastante nos pet-nats e o Vale do Loire, na França, idem. 

Ando pessoalmente interessado nos vinhos do Jura e da Savoie, na França. As duas menores apelações francesas produzem vinhos com variedades de uva autóctones, originais e cheios de personalidade. Com certeza você vai me ouvir falar deles. Mas as pesquisas apontam também a Croácia, como uma das regiões que vão dar o que falar no mundo do vinho. Fique de olho nos vinhos de lá, sobretudo os produzidos com a uva Refosco (que também surge em vinhos italianos da Friuli -Venezia Giulia). 

No mínimo divertida é a aposta que as publicações especializadas fizeram no lançamento dos primeiros vinhos feitos a partir de Cannabis - isso mesmo: maconha! A inspiração parece que vem do Canadá, que regularizou a produção de Cannabis e seus derivados em 2018. Mas é na Califórnia que andam produzindo cerveja com aroma de Cannabis, Cannabis em coquetéis e até Sauvignon Blanc com adição de Cannabis! Devem chegar por aqui logo, logo. É esperar para ver! 

 

 

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