Vinhos contemporâneos?

Quando Jancis Robinson, em outubro do ano passado, lançou a oitava edição do seu  World Atlas of Wine, comentou que, quando as pessoas perguntam de qual região vem seu vinho favorito do momento, ela nunca consegue achar uma boa resposta porque todos os produtores do planeta estão produzindo vinhos melhores a cada ano que passa. Claro, isso quando as condições climáticas não provocam desastres!

Então, quando a mais importante crítica do mundo diz que os vinhos andam ficando melhores, a gente acredita. E a próxima pergunta seria, que vinhos são esses que andam sendo produzidos em tantos e em tão diversos lugares, lugares que até "ontem" ninguém apostaria que poderiam produzir bons vinhos, e que estão surpreendendo o mercado (e os amantes de vinhos, claro!)?

Os chamados vinhos do Novo Mundo, mais concentrados, mais alcoólicos, como os chilenos, argentinos e norte-americanos poderiam ser considerados vinhos contemporâneos. Mas, continua Jancis Robinson, o vinho é geografia em garrafas (adoro isso!) e essa geografia vem ganhando mais e mais complexidade. Eventualmente, os vinhos do Novo Mundo um dia serão...os Novos Clássicos. E e a gente vai buscar outras revoluções por aí....

Outra definição interessante de vinho contemporâneo passaria pelos vinhos “naturais”, resultados de práticas mais sustentáveis, orgânicas, biodinâmicas, sem tantos produtos químicos, conservantes e aditivos. Se, no início, a escalada dos “naturais” provocou frisson e polêmicas, hoje, a tendência, já não é tão tendência assim. Empurradas pelos pequenos vinicultores marginais e por consumidores jovens e ávidos por novidades mais alinhadas com o bem-estar do planeta, as práticas mais naturais estão sendo, devagar e dentro do espírito das AOCs que regulam a produção de cada região, mais e mais assimiladas por produtores tradicionais.

Um outro movimento que se observa é a produção crescente de vinhos mais simples, “para beber em grandes goles”, ou seja, fáceis de beber, sem complicações. Vinhos definidos como Bons e Baratos, que harmonizam sem dificuldades na hora das refeições e que não se constrangem quando são servidos sozinhos, como aperitivos, por exemplo. Apesar de também serem experiências de pequenos e cuidadosos produtores, esses vinhos “fáceis” muitas vezes são os vinhos de entrada de grandes e prestigiadas vinícolas. Comerciais? Sim, mas campeões do dia a dia....

Em tempo: Brasil e Uruguai entraram na 8ª. edição do World Atles of Wine pela primeira vez

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